sexta-feira, março 14, 2014

A gênese e a Numerologia

A gênese e a Numerologia

Evanildo Bezerra de Queiroz, Loja Romão Garcia, Ministro Andreazza


— No princípio existia apenas o grande Nada, e o Nada era Tudo. Este Ente Supremo, melhor, chamemos este Ser Todo Poderoso de Zero, aquele que contém tudo e nada em si mesmo, também sentia necessidade de expansão promovendo uma grande obra.

Dito isto, Ele inicia a criação modelando do barro o primeiro ser feito à sua imagem e semelhança... o número Um. O Um é o indivíduo, o princípio masculino, o positivo é o começo de tudo.

Após a criação, o Um seguia sua vida normalmente até que num dado dia começou a sentir-se solitário, pois ao Um somente há individualidade. Indo diretamente ao Pai, o Um expressou todo o seu pesar e amargura. Apiedado, o Zero forjou, de uma costela do Um, uma parceira para lhe fazer companhia, ela se chamaria Dois.

O Dois é o princípio feminino, a parceria, a dualidade e a parte negativa. Vendo como era formosa , o Um se enamora dela imediatamente e, passados nove meses, nasce o primeiro filho deles: o Três.

O Três é o número da criatividade, do espírito, da união. Tendo uma família, o Um precisou procurar uma casa para alojar os seus; O Quarto.

— O Quarto, o número da disciplina, do lar e da luta pela sobrevivência. E assim passou a ser o cotidiano do Um: levantar às cinco horas da manhã, pegar o ônibus lotado, sair às dezoito horas, pegar o ônibus lotado, ir para casa, assistir à novela e dormir para acordar cedo no outro dia, dia após dia. Não se sabe quando, no final de um dos intermináveis expedientes ele foi convidado por amigos para tomar um chope, ao ele aceitou feliz. Esse é o Cinco, o número da alegria, da festa e da descontração.

Depois de alguns chopes a mais, ele notou uma garota pela qual despertou uma grande atração e, após um breve bate-papo, resolveram sair dali e ir a um lugar mais tranqüilo e reservado. Nessa noite ele não voltou para casa, e em muitas outras também não.

Não bastando a situação quase insuportável com sua esposa, o Um começou a faltar demasiadamente no emprego, sendo ameaçado de demissão e tendo altos descontos de salário, piorando a situação em sua casa.

Sentindo que a vida deles estava se desintegrando, sua esposa convoca tanto seus pais quanto os dele para mediarem uma conversa definitiva do casal, e assim foi feito.

A conversa durou horas, com muito choro, discussões e acusações que terminaram num reatamento e arrependimento do Um. Este é o número Seis: o amor, a família, a comunicação e o entendimento.

Compreendendo seus erros, o Um arrependeu-se e, depois de um grande batalha entre o bem e o mal, aconselhado por sua mãe, converteu-se a uma seita religiosa. Este e o sete.

O Sete, o número da espiritualidade, da religiosidade e das artes ocultas. Seguindo os ritos de sua igreja, passou a comportar-se exemplarmente em todos os lugares. Vendo essa mudança, o gerente da sua empresa promoveu-o a encarregado do seu setor de trabalho. Este é o Oito.

o Oito número da prosperidade e do crescimento em todos os níveis. A comunidade, vendo o nosso amigo Um em franca ascensão em vários campos diferentes, o elegeu para ser o próximo dirigente espiritual. Este é o Nove,
o Nove o número do poder.

Agora como sacerdote ele adquiriu destaque perante os outros e atraiu para si, e os seus, grande felicidade.

Este é o Dez, o número da realização e da vitória.

Na realidade o Dez é o 1 + O = 1; é o “super Um”.

Os números desempenham um papel importantíssimo no tocante à datas, períodos e tempo em geral. No momento em que for necessária a determinação de tempo, são os números os responsáveis, seja pela unidade ou pela adição dos valores.


terça-feira, fevereiro 25, 2014

FELIZ CARNAVAL 2014


A Direção da A.·. R.·. L.·. S.·. Cavaleiros da Águia Simbólica Nº 3928, deseja aos Irmãos, Cunhadas, Sobrinhos e Amigos, um 
"FELIZ CARNAVAL 2014".

Esta é uma época de perigos, tome cuidado, 
"SUA VIDA É MUITO IMPORTANTE !!!"

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

22 de fevereiro - “Dia Internacional do Maçom”

22 de fevereiro - “Dia Internacional do Maçom”


” Dias dos Maçons”

O Maçom, por princípio, não deve ter um dia específico para agir maçonicamente. 
Todos os dias são Dias do Maçom, pois a construção do Templo Interior é um trabalho árduo, diuturno e que leva uma vida para ser concluído.

No entanto, existem datas festivas que são comemoradas em homenagem aos Maçons, quer em âmbito Nacional, quer em âmbito Internacional, como veremos a seguir:

No Brasil, comemoram-se também o DIA NACIONAL DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL, em 17 de Junho e o DIA “NACIONAL DO MAÇOM , em 20 de agosto.

A criação do dia 22 de fevereiro como “DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM”, representa uma justa homenagem a um grande maçon, que antes de tudo, após a sua luta pela Independência de seu país, preferiu como forma de governo, uma República Democrática, transformando-se num dos Grandes vultos da História Universal.

O GOB – Grande Oriente do Brasil, através do Decreto Nº: 003, de 10/02/95, seu Grão-Mestre Francisco Murilo Pinto, atendeu à recomendação da reunião das mais importantes potências Maçônicas do mundo, e passa a comemorar o DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM, no dia 22 de fevereiro, com plenas justificativas maçônicas e históricas.

Sua historia.
Nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro de 1994, realizou-se em Washington, nos Estados Unidos, a Reunião Anual dos Grãos-Mestres das Grandes Lojas da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México).

Estiveram presentes como Obediências Co-Irmãs, a Grande Loja Unida da Inglaterra, a Grande Loja Nacional Francesa, a Grande Loja Regular de Portugal, a Grande Loja Regular da Itália, O Grande Oriente da Itália, a Grande Loja Regular da Grécia, a Grande Loja das Filipinas, a Grande Loja do Irã (no exílio); além do Grande Oriente do Brasil, a delegação chefiada pelo Grão-Mestre Francisco Murilo Pinto, que ali estava como observador.

Ao encerramento dos trabalhos, o Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, Ir. Fernando Paes Coelho Teixeira, apresentou uma sugestão aprovada pelos Grãos-Mestres de todas as Grandes Lojas dos Estados Unidos e mais as do México e Canadá, no sentido de fixar o dia 22 de fevereiro como o DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM, a ser comemorado por todas as Obediências reconhecidas, o que foi aprovado.

Por quê 22 de fevereiro?


No dia 22 de fevereiro de 1732, em Bridges Creek, na Virginia (EUA), nasceu GEORGE WASHINGTON, o principal artífice da independência dos Estados Unidos. Nascido pouco depois do início da Maçonaria nos Estados Unidos – Vale ressaltar que a Maçonaria nos Estados Unidos teve início em 23 de abril de 1730, no estado de Massachussets, dois anos antes-. George Washington foi iniciado em 04 de novembro de 1752, na “Loja Fredericksburg Nº: 04″, de Fredericksburg, no estado da Virginia; elevado ao grau de Companheiro em 1753, e exaltado a Mestre em 04 de agosto de 1754.

Representante da Virginia no 1º Congresso Continental (1774) e Comandante das forças coloniais (1775) dirigiu as operações, durante os cinco anos da Guerra de Independência, após a declaração de 1776. Ao ser firmada a paz em 1783, renunciou à chefia do Exército, dedicando-se então aos seus afazeres particulares.

Em 1787, reunia-se, em Filadélfia, a Assembléia Constituinte, para redigir a Constituição Federal e Washington, que era um dos Delegados da Virginia; é eleito por unanimidade para presidi-la. Depois de aprovada a Constituição, havendo a necessidade de se proceder à eleição de um Presidente, figura nova na política norte-americana, Washington, pelo seu passado, pela sua liderança, e pelo prestígio internacional de que desfrutava, era o candidato natural e foi eleito por unanimidade, embora desejasse retornar à vida privada e dedicar-se às suas propriedades.

O Primeiro Presidente Norte-Americano GEORGE WASHINGTON, sendo um forte defensor da democracia, permitiu que o seu país emergisse como uma nação verdadeiramente voltada aos interesses do povo. Foi eleito por mais duas vezes ao cargo, mas após o final de seus mandatos, ele não tentou permanecer no poder. Então estabeleceu a organizada e pacífica passagem de poder de um líder eleito para outro – um precedente que sempre permaneceu em vigor em toda a história dos Estados Unidos.

Segundo alguns biógrafos de George Washington, este não era um grande pensador ou orador, assim como outros líderes americanos anteriores tais como Thomas Jefferson, James Madison ou Benjamin Franklin.

O legado do primeiro presidente norte-americano continua até hoje. A capital do país, Washington D.C. (Distrito de Colúmbia), recebe seu nome. Uma nação agradecida reconhece que sua grandeza se deve em grande parte a homens como Washington, que lutaram para criar um país baseado nos ideais de “vida, liberdade e a busca pela felicidade”. Mesmo que a história americana não seja impecável, a nação provou ser uma fonte de liberdade, oportunidade e riqueza para norte-americanos e imigrantes de outras nações do mundo.

Como Presidente da República norte-americana, nunca olvidou a sua formação maçônica: ao assumir o seu primeiro mandato, em abril de 1789, prestou o seu juramento constitucional sobre a Bíblia da “Loja Alexandria Nº: 22″, da qual fora Venerável Mestre em 1788; em 18 de setembro de 1783, como Grão-Mestre pro-tempore da Grande Loja de Maryland, colocou a primeira pedra do Capitólio – o Congresso norte-americano – apresentando-se com todos os seus paramentos e insígnias de alto mandatário Maçom.

Faleceu em sua casa em 14 de dezembro de 1799, seu sepultamento ocorreu no dia 18, em sua propriedade de Mount Vernon, numa cerimônia fúnebre Maçônica, dirigida pelo Reverendo James Muir, capelão da “Loja Alexandria Nº: 22″, e pelo Dr. Elisha C. Dick, Venerável Mestre da mesma Oficina.


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O nome "maçonaria" provém do francês maçonnerie, que significa "construção", "alvenaria", "pedreira". 

O termo maçom (ou maçon), segundo o mesmo Dicionário, provém do inglês mason e do francês maçon, que quer dizer 'pedreiro', e do alemão metz, 'cortador de pedra'. 

O termo maçom portanto é um aportuguesamento do francês; maçonaria por extensão significa associação de pedreiros.

Estudiosos e pesquisadores costumam dividir a origem da maçonaria em três fases distintas.
Maçonaria Primitiva 
Maçonaria Operativa 
Maçonaria Especulativa


segunda-feira, fevereiro 03, 2014

REAA: ALGUNS MITOS

REAA: ALGUNS MITOS


MITO – Frederico II, Rei da Prússia, escreveu a Constituição do Rito Escocês em 1º de Maio de 1786. 


Seria uma história interessante se Frederico II, o Grande, não tivesse se afastado de todas as atividades maçônicas em 1777 e não estivesse acamado e demente de Fevereiro de 1786 até o dia de sua morte. Essa estória de que o Rei da Prússia, Frederico II, ratificou a Constituição do Rito Escocês em 01/05/1786 é apenas uma invenção, provavelmente de Frederico Dalcho. Dalcho era maçom em Charleston, membro do Rito Escocês, tendo participado ativamente da fundação do Supremo Conselho REAA Jurisdição Sul dos EUA (1º do mundo) e seu pai tinha sido Oficial do reinado de Frederico, o Grande.

MITO – A cor do REAA é púrpura.


Apesar de alguns autores, como Castellani, terem declarado que a cor principal do REAA é a cor púrpura, a cor oficial é a cor VERMELHA. Mesmo a águia bicéfala sendo ilustrada geralmente na cor púrpura, a cor vermelha foi formalizada como oficial para o Rito Escocês no Congresso de Lausanne, em 1875. Algumas decisões desse Congresso foram posteriormente denunciadas por alguns Supremos Conselhos do REAA, porém, essa questão permaneceu intacta.

MITO - A cor do REAA é vermelha porque era a cor dos Stuarts. 


Essa é uma das mentiras mais divulgadas por alguns escritores maçons. Talvez eles sejam daltônicos, pois a verdade é que o Brasão dos Stuarts é Azul e Amarelo, e recebeu apenas uma borda vermelha no Escudo quando de seu primeiro reinado, na Escócia.
A cor vermelha do REAA tem forte relação com a Revolução Francesa, que teve seu lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” adotado pela Maçonaria, e tinha no Vermelho a cor da Liberdade, tendo como símbolo maior o barrete vermelho dos republicanos franceses, que se tornou com o tempo um emblema da democracia.

MITO – Os aventais de Mestres Maçons no REAA devem ser azuis.


Dessa vez eu terei que dar o braço a torcer: quem usa os aventais corretos de Mestre no REAA é a COMAB. Conforme registrado no já citado Congresso de Lausanne, os aventais são brancos, orlados de vermelho, com as letras M e B inscritas também em vermelho ao centro. Quando do surgimento das GLs no Brasil, em 1927, adotou-se o avental azul por influência da Inglaterra e dos EUA. Então o GOB, seguindo a moda ditada pelas GLs, abandonou o avental vermelho no ano seguinte. Como exemplo, podemos utilizar o Estado Americano de Louisiana, que foi território francês até 1803, quando os EUA o comprou da França por 15 milhões de dólares. Há 10 Lojas Simbólicas em Louisiana que trabalham no REAA porque foram fundadas no século XVIII pelos franceses. São algumas das pouquíssimas Lojas Simbólicas que trabalham no REAA em todo os EUA. Essas Lojas funcionavam desde antes da chegada da maçonaria no Brasil, e apesar de hoje também adotarem os paramentos azuis (por questões de confecção, fornecimento, padronização e para não destoar do termo “Blue Lodges”), possuem registro e conhecimento de que os paramentos eram originalmente vermelhos.






A ORIGEM DO REAA

A ORIGEM DO REAA


Afinal, qual é a origem do Rito Escocês Antigo e Aceito? Ele é Escocês, Francês ou Americano? Os estudiosos de plantão afirmam sem pestanejar: “É francês!” Mas na verdade, a resposta mais prudente seria: “Depende!” Pois, nesse caso, tudo depende do que você considera por “origem”. Se você responder que a origem do REAA é escocesa, você não estará de todo errado. A base do Rito é tida como levada pelos Stuarts e sua corte, quando exilados na França. Todos eram de famílias escocesas.


Já se você responder que a origem do REAA é francesa, isso não será um equívoco. O rito só criou forma na França, onde foi batizado como “Rito de Heredom”, possuindo 25 graus, e a partir de onde foi difundido.
Por último, se você responder que a origem do REAA é americana, não terá como desmenti-lo. Foi nos EUA que surgiu o termo “Rito Escocês Antigo e Aceito” para denominar o sistema composto pelos 25 graus do Heredom e mais os 08 graus lá criados, formando o sistema de 33 graus como é praticado hoje. Nos EUA nasceu o 1º Supremo Conselho do REAA no mundo, em 1801.


Desse modo, se você considerar a origem com base no nome e formato, o Rito é americano. Se considerar a origem com base no local onde sua prática começou a se desenvolver, o Rito é francês. Mas se considerar a origem com base em suas raízes e tradições, o rito é escocês.
Não há como dizer que uma origem é mais legítima que a outra. No mundo inteiro, os negros são chamados de afrodescendentes, os descendentes de japoneses de nipônicos, os judeus de sionistas. Os bisnetos de irlandeses nascidos nos EUA ainda se consideram irlandeses. Em todos esses casos, a origem não está no local onde nasceram, mas no local onde, de alguma forma, estão suas raízes. Foi seguindo essa linha de raciocínio que os americanos denominaram o Rito de “escocês”, pois as raízes do rito são realmente escocesas. Já seguindo o ponto de vista formal, legal, o rito é indiscutivelmente americano, pois foi nos EUA que ele foi organizado, nomeado, registrado, publicado, e onde a primeira organização para administrar o Rito foi criada. Porém, ao observar suas práticas, não há como descartar a essência da Maçonaria Francesa, incrustada em seus rituais.
Enfim, temos então um rito de raízes escocesas, desenvolvido na França e concluído nos EUA.

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